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domingo, 6 de novembro de 2016

A importância de ensinar às crianças a dizer “Por favor”, “Obrigado” e “Bom dia”.

http://soutaoboa.com/

Ensinar

Devemos ensinar às crianças que as palavras por favor e obrigado podem abrir muitas portas, e que o respeito ao próximo é fundamental para que eles sejam igualmente respeitados
O valor de dizer “obrigado” a tratar o próximo com respeito, o uso de “por favor” nos nossos pedidos ou interações com aqueles que nos rodeiam é um ato de nobreza e que precisa ser transmitido para as crianças.
É bem possível que tu mesmo sejas “daquela geração”, em que foi ensinado que é fundamental tratar as pessoas com respeito, e que é necessário lidar com afeição, para que, por sua vez, também sejas tratado com reconhecimento e respeito.
É essencial incentivar tais hábitos aos nossos filhos, para que no seu dia a dia, não só eles sirvam de exemplo, mas também incentivem ambientes sociais a se tornarem mais respeitosos e criar, assim, um amanhã mais íntegro.
Pois, acredites ou não, pequenos gestos criam universos inteiros.
O poder de agradecer, um gesto que devemos transmitir aos nossos filhos
Agradecer, dizer ¨bom dia¨ ou pedir as coisas com um ¨por favor¨ são gestos de cortesia.
Acreditemos ou não, é uma maneira de fazer com que os nossos filhos pensem e deixem o habitual egocentrismo infantil, normal na infância, para que reconheçam os outros e as suas necessidades. Isso é algo que deve acontecer o mais cedo, no possível a partir dos 6 anos.
Vamos ver os detalhes.
O desenvolvimento moral das crianças
As crianças seguem um mesmo  desenvolvimento no que se refere à consciência de respeito, padrões e reconhecimento do outro.
Durante a primeira infância, entre 2 e 5 anos, a criança é regida apenas por recompensas e punições. Ela entende que existem regras impostas que ela deve obedecer para ganhar carinho e para evitar bronca ou punição.
A segunda infância é, sem dúvida, a idade de ouro. Entre 6 e 9 anos a criança deixa gradualmente de lado o egocentrismo individualista.
E então, entre 8 ou 10 anos, a criança já é capaz de entender a noção de comunidade, o respeito que ela deve oferecer aos outros e que isso tudo será retribuído para ela mesma.
É comum nesta faixa etária que ela saia em defesa de seus amigos e irmãos; a criança torna-se consciente da justiça.
Aos poucos, e mais próximo da chegada à adolescência, elas desenvolvem uma “auto justiça” sendo crítico, uma vez que já são capazes de considerar o que é desrespeitoso ou o injusto.
Gestos de cortesia para permitir que se conectem melhor com o mundo
Quando alguém oferece a uma criança de quatro anos de idade um presente, é comum que os pais falem “o que se diz agora?”, e a criança, quase com relutância e silenciosamente, diz ao outro “obrigado”
Não importa se temos que repetir muitas vezes: chegará um momento em que será automático, sem que ela se dê conta.
Quando pede com um “por favor” algum material em sala de aula, ela pode descobrir um colega que lhe oferece o item com sorriso. Por sua vez, ao dizer “obrigado”, a outra criança irá responder de forma simpática.
Tudo isso promove conexões poderosas com base em emoções positivas.
Esta transição entre agradecer com obrigatoriedade e o ponto em que a criança o faz espontaneamente e com simpatia é um processo maravilhoso que irá reverter positivamente na sua vida.
Os gestos positivos fornecem aconchego, pois tratar o próximo com respeito torna as coisas mais fáceis.
O poder da criança respeitosa
Objetiva-se propiciar uma educação baseada no reforço positivo, na necessidade de dizer obrigada, de pedir por favor, de ser paciente e de respeitar os ritmos e os tempos das crianças na hora de transmitir o conhecimento.
A teoria do apego defende que a emoção positiva tem mais poder do que a negativa. Os nossos cérebros procuram sempre esse tipo de estímulo para sobreviver e adaptar-se melhor.
Portanto, quando a criança descobre que dar bom dia, que pedir por favor e agradecer lhe proporciona benefícios e um tratamento positivo, nunca irá deixar de fazê-lo.
Vale a pena ter isso em conta.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Professora em campo de refugiados na Palestina vence prêmio de R$ 3,6 mi

http://www.brasilpost.com.br/

HANAN AL HROUB

Uma professora de uma escola de um campo de refugiados na Palestina foi premiada em US$ 1 milhão (R$ 3,6 mi) após vencer o Global Teacher Prize, considerado o "Prêmio Nobel da Educação" .
De acordo com o Indian Express, Hanan Al Hroub venceu a competição pela forma como educa seus alunos sobre a "não-violência".
"Eu ganhei. A Palestina ganhou. Todos nós temos o poder, nós podemos mudar o mundo", disse ela, quando seu nome foi anunciado pelo papa Francisco via vídeo, no último final de semana.
A professora é responsável pela Samiha Khalil High School, onde ela aplica um método que desenvolveu para dissipar a tensão na região, marcada pelo conflito entre Israel e Palestina. Segundo a DW, seu método de aprendizagem permite que as crianças se apropriem dos conteúdos em sala de aula por meio de brincadeiras.
Hanan disse que vai usar o prêmio para criar uma bolsa de estudos que ajude a divulgar seu método de ensino e também para apoiar outros professores na Palestina.
Segundo o Independent, Hanan cresceu em um campo de refugiados palestinos, e começou a dar aulas depois que seus filhos testemunharam um tiroteio no caminho da escola. A partir dai, ela começou a refletir como os professores poderiam ajudar as crianças que vivem situações traumáticas.
O brasileiro Márcio de Andrade Batista estava entre os 50 finalistas ao prêmio. Foi na sala de aula que o engenheiro químico descobriu sua maior vocação. Projetos inovadores como o uso da casca da castanha de baru para fazer farinha o levaram a concorrer ao prêmio, o colocaram entre os finalistas.
O prêmio é concedido pela Fundação Varkey, uma organização sem fins lucrativos que deseja impulsionar o ofício dos professores, e faz isso premiando educadores que influenciam o campo educacional positivamente.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

FELICIDADE AGORA OU DEPOIS?

 

FELICIDADE - AGORA OU DEPOIS?

Você costuma afirmar que a felicidade foge de você? Que sempre que você está para conquistá-la, ela se vai, como fumaça ao vento?

Você não será porventura daqueles, como muitos de nós, que coloca a sua felicidade no futuro? Algo que é projetado e que um dia, quem sabe, poderá ser alcançado?

Talvez justamente aí resida a grande dificuldade de ser feliz. Não sabemos apreciar o momento que passa, o que temos, o que somos, onde estamos.

Vejamos. Quando andamos a pé, nossa felicidade está em comprar um carrinho. Não importa o tamanho, a cor, o ano. Importante que rode, que nos leve de um lado a outro, sem longas esperas em terminais de ônibus.

Quando, afinal, conseguimos adquirir o carro e começamos a utilizar, passamos a desejar ter um maior, mais confortável, mais econômico, melhor, enfim. E nisso passa a residir a nossa felicidade.

Sequer nos damos tempo de ficar felizes por termos o primeiro carro. Termos alcançado uma meta.

Quando não temos casa própria, sonhamos com ela. Ficar livres do fantasma do aluguel, podermos, em nossa propriedade, fazer o que desejamos, sem precisar pedir autorização ao proprietário.

Um dia, então, alcançamos o nosso desejo. Eis-nos na casa própria. Em vez de ficarmos felizes, plantarmos um jardim, e ir colocando os pequenos mimos cá e lá, enfeitando nosso cantinho particular, começamos a sonhar com uma casa maior.

Ou, então, em um bairro melhor, com mais comodidades. Afinal, seria interessante que cada membro da família tivesse seu próprio quarto e seu banheiro.

E sonhamos, e sonhamos.

Ora, desejar progredir é próprio do ser humano. Desejar melhorar as condições de vida é natural. Contudo, o que não nos permite sermos felizes, em momento algum, é não valorizarmos a conquista realizada.

E aprendermos que a felicidade não está especialmente em ter coisas, mas em saber dar a elas o seu devido valor.

Mais precioso que o carro, é a possibilidade de andar com as próprias pernas. É ter braços para estreitar, apertar contra o peito quem se ama.

Melhor que a casa onde se reside é gozar da felicidade de um lar, que quer dizer família, lugar de morar, de se expandir, de crescer, de amar e ser feliz.

Eis o segredo da felicidade. Eis porque encontramos seres que nada ou quase nada possuem e sabem sorrir.

Eis porque as crianças, que ainda não entraram no esquema do consumismo, ficam felizes por poder brincar, correr com os amigos.

Elas esquecem se está frio ou calor, se é hora de comer ou de dormir. O importante é gozar até o último momento da brincadeira com os amigos. Por isso, todos os dias, elas nos dizem com seus sorrisos: É possível ser feliz na Terra.

Saúde o seu dia com a oração da gratidão a Deus.

Você está vivo.

Enquanto a vida se expressa, se multiplicam as oportunidades de crescer e ser feliz.

Cada dia é uma bênção nova que Deus lhe concede, dando-lhe prova de amor.

Acompanhe a sucessão das horas, cultivando otimismo e bem-estar.

Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais do cap. 1, do livro Vida feliz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. Do site: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3011&stat=0.


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

RELIGIÃO?..............(Reflection)

QUAL A MELHOR RELIGIÃO?



Breve diálogo entre o teólogo Leonardo Boff e Dalai Lama.
Leonard Boff explica:
“ No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre povos, no qual ambos (eu e o Dalai Lama) participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga:
“Santidade, qual é a melhor religião?” (Your holiness, what’s the best religion?)

Esperava que ele dissesse:
 “É o budismo tibetano” ou “São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo.”



O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos – o que me desconcertou um pouco, porque eu sabia da malicia contida na pergunta – e afirmou:
“A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus, do Infinito”.
 “É aquela que te faz melhor.”




Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar;
-          “O que me faz melhor?”
-         
-          Respondeu ele:
- “Aquilo que te faz mais compassivo” (e aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta de sua resposta), aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável...
Mais ético...
A religião que conseguir isso de ti é a melhor religião...


Calei, maravilhado, e até os dias de hoje estou ruminando a sua resposta sábia e irrefutável...
Não me interessa amigo, a tua religião ou mesmo ou mesmo se tem ou não religião.
O que realmente importa é a tua conduta perante o teu semelhante, tua família, teu trabalho, tua comunidade, perante o mundo...


Lembremos:

“O Universo é o eco de nossas ações e nossos pensamentos”.
A Lei da Ação e Reação não é exclusiva da Física. Ela está também nas relações humanas. Se eu ajo com o bem, receberei o bem. Se ajo com o mal, receberei o mal.

 

Aquilo que nossos avós nos disseram é a mais pura verdade:
“terás sempre em dobro aquilo que desejares aos outros”.

Para muitos, ser feliz não é questão de destino. É de escolha.

Pense nisso.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Pedagogia do Olhar - Rubem Alves

Educar





 
“Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu.
O educador diz: “Veja!” - e, ao falar, aponta.
O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu.
Seu mundo se expande.
Ele fica mais rico interiormente
“E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais
alegria e dar mais alegria –   que é a razão pela qual vivemos.”
Rubem Alves


 
“Já li muitos livros sobre
psicologia da educação, sociologia da educação, filosofia da educação – mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à educação do olhar ou à importância do olhar na educação, em qualquer deles.”
Rubem Alves


 

“A primeira tarefa da educação é ensinar a ver...
“É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo.”
“Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente.”

Papel de Parede - Crianças olhando o céu 1920x1200 [Widescreen]

“A educação se divide em duas partes:
  educação das habilidades e educação das sensibilidades...”

“Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.”

“Os conhecimentos nos dão meios para viver.

“Quero ensinar as crianças. Elas ainda têm olhos encantados. 
“Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento:...”



“...a capacidade de se assombrar diante do banal.”
“Para as crianças, tudo é espantoso: um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o vôo dos urubus, os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra. Coisas que os
eruditos não vêem.”



“Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas, taxonomias, nomes latinos – mas esqueci. Mas nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore...
...ou para o curioso das simetrias das folhas.”



“Parece que, naquele tempo, as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras que com a realidade para a qual elas apontam.”

“As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor.
Aprendemos palavras para melhorar os olhos.”

“Aprendemos palavras para melhorar os olhos.”


“As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor.”



“Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem...
  O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.”

“Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo,
  e o mundo aparece refletido dentro da gente.”


“São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver.
Elas não têm saberes a transmitir.
No entanto, elas sabem o essencial da vida.”
                                                                      



“Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança jamais será sábio.”






Rubem Alves – Nasceu em 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança, Minas Gerais.
Mestre em Teologia, Doutor em Filosofia, psicanalista e professor emérito da Unicamp. Tem três filhos e cinco netas.
Poeta, cronista do cotidiano, contador de histórias, um dos mais admirados e respeitados intelectuais do Brasil.
Ama a simplicidade
Ama a ociosidade criativa
Ama a vida, a beleza e a poesia
Ama as coisas que dão alegria
Ama a natureza e a reverência pela vida
Ama os mistérios
Ama a educação como fonte de esperança e transformação
Ama todas as pessoas, mas tem um carinho muito especial pelos alunos e professores
Ama Deus, mas tem sérios problemas com o que as pessoas pensam e/ou dizem a Seu respeito
Ama as crianças e os filósofos – ambos têm algo em comum: fazer perguntas
Ama, ama, ama, ama...

“As crianças não têm idéias religiosas, mas têm experiências místicas.
Experiência mística não é ver seres de um outro mundo.
É ver este mundo iluminado pela beleza.”
Rubem Alves